O Grandioso Incêndio de Roma – A Causa que Nunca foi Esclarecida

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18 de julho de 64 d.C., um fogo surge e se alastra pela cidade consumindo cerca de 40 mil residências, incluindo 132 mansões dos nobres de Roma. Parte do palácio imperial juntamente com templos e santuários, também foram destruídos pelo grande incêndio que durou até à data de 23 de julho de 64 d.C.. Desde o início do colegial, somos ensinados que o causador desse terrível incêndio foi o próprio imperador de Roma, Nero. No entanto, tal catástrofe nunca foi plenamente confirmada com fatos comprobatórios que incriminem o imperador. Será que um governante, mesmo sendo esquisito e extravagante, poderia atear fogo contra a sua própria capital?

 

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Desde a antiguidade, muitas especulações têm sido criadas em torno do acontecimento. Já sugeriram que talvez isso tenha acontecido devido ao precário sistema urbano da cidade, principalmente porque na época, Roma tinha um excesso populacional e não havia sido planejada de forma adequada a tal crescimento. E em caso de incêndio, como realmente aconteceu, seria muito fácil o fogo se propagar pelas casas que eram muito próximas umas das outras, construidas em ruas e vielas estreitas, sendo muitas delas com vários andares. As pessoas usavam fogões simples, aquecidos por panelas cheias de carvão em brasa, levando a sérios riscos de incêndios. Ademais, muitas dessas casas eram construidas em volta dos templos os quais eram sustentados por colunas de madeira.

 

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As Suspeitas Contra o Imperador


As suspeitas também caíram sobre a pessoa do imperador por causa do seu jeito desequilibrado, esquisito e tirano. Além disso, tinha uma lista enorme de crueldades que incluía até mesmo a morte da própria mãe e da esposa. Muitas pessoas da época, citaram o fato de o imperador gostar muito de literatura e cantar em versos o incêndio de Troia como um motivo de felicidade.

 

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O que mais intrigam, são as providências  tomadas pelo imperador quando soube da terrível tragédia. Outra coisa, é que ele não se encontrava em Roma quando foi iniciado o incêndio. Ao ficar sabendo, voltou apressadamente para Roma e providenciou abrigos de emergência para as pessoas atingidas. Ainda mandou distribuir alimentos para as vítimas e barateou o preço do trigo. Tais acontecimentos tendem a eximir o imperador de quaisquer suspeitas. A não ser que ele fosse um truculento hipócrita, dissimulado. E quem vivia na época, o considerava assim. Talvez seja por isso que a história transmite a ele a autoria do grandioso incêndio.

 

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As Acusações do Imperador

 

Sempre se esquivando de culpa, Nero resolveu atribuí-la a um pequeno número de pessoas de quem jamais seriam vistas como suspeitas, no caso, os cristãos. Tornaram-se presas fáceis por serem pobres, residentes forasteiros em Roma, fanáticos na sua fé a qual era proibida ser expressada em Roma, mas que mesmo assim, contrariavam os romanos ao fazerem às escondidas.  Os cristãos eram sempre vistos passeando pela cidade, e somando a tudo isso, ficou fácil de Nero convencer a população de que tudo havia sido obra dos cristãos. Então houve uma perseguição terrível contra eles, ao passo que, o imperador ficou definitivamente livre de todas as suspeitas e reconquistou a simpatia do povo. Enquanto isso, cristãos eram presos, torturados, crucificados, despedaçados por ferozes animais dentro da arena e incendiados vivos à noite nos jardins do imperador.

 

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Sobre quem ateou fogo em Roma, nunca se soube ao certo quem o fez. Sabe-se porém,  que, tanto Nero quanto os cidadãos romanos, tiveram terríveis perdas por causa da catástrofe.

Após a morte de Nero durante o século II d.C., os imperadores foram mais prudentes nos projetos da cidade, principalmente nos planejamentos urbanos, visando evitar  qualquer outro tipo de incêndio.

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9 comentários em “O Grandioso Incêndio de Roma – A Causa que Nunca foi Esclarecida

    1. Infelizmente essa busca contra o cristianismo já começou mesmo a partir do nascimento de Jesus Cristo, quando o Rei Herodes tentava a todo custo eliminar um futuro suposto rei de Roma, eliminando crianças recém-nascidas. E durante a trajetória de Cristo, houve muita peleja contra a implantação do cristianismo.

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