O Épico de Gilgamesh

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Em toda a literatura mundial, Gilgamesh, o antigo herói da Mesopotâmia, é considerado o primeiro símbolo da busca da imortalidade. No entanto, ainda é uma incógnita a existência passada desse grandioso herói. Será que ele realmente existiu?

 

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Desde a antiguidade, o homem tem tentado encontrar respostas para os mistérios do sobrenatural e o segredo da imortalidade da alma. Gilgamesh foi o primeiro a buscar de forma mais veemente  a solução dessa questão. O Épico de Gilgamesh é reconhecido como o mais antigo texto do mundo, tendo a sua primeira versão escrita pelos povos sumérios na metade do segundo milênio a.C..

 

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Milhares de fragmentos desse Épico foram encontrados em diversas partes do Oriente Médio com muitas versões, sendo o mais completo desses fragmentos encontrado em Nínive, com versão datada do século VII d.C., gravada em doze tábuas de argila. Três delas não foram encontradas, e a décima primeira tábua narra a história de um grande dilúvio, sendo a versão babilônica do dilúvio narrado na Bíblia.

 

MAS QUEM FOI GILGAMESH?

 

foto4Os escritos encontrados sobre ele dão a entender de que não se tratava apenas de uma lenda, mas pode ter sido um grande governante, devido aos seus grandes feitos. 

 

foto5Ruínas do templo de Uruk

 

Os templos sumérios guardam inscrições em relevo se referindo a ele. Calcula-se que ele tenha vivido por volta de 2700 a.C, e reinado no sul da Mesopotâmia, na cidade de Uruk. Construiu enormes muralhas em volta da cidade e suntuosos templos que até hoje guardam vestígios.  No entanto, não é possível afirmar se além dessas grandiosas construções tenham havido outras, mas ao menos o seu nome, foi imortalizado.

 

GILGAMESH – HOMEM OU UM DEUS?

Segundo os escritos mesopotâmicos, Gilgamesh foi filho da deusa Ninsum, o que o torna um ser sobrenatural. Contudo, ele aceitava a sua condição de mortal, inclusive suas fraquezas e a sua personalidade eram mais para humano que para divino.

O Épico revela ainda que além de um herói, Gilgamesh foi também um déspota que cobrava do povo os custos das muitas guerras que ele empreendeu. Revoltados com isso, o povo o convence de forma astuciosa, a lutar contra um grande oponente seu, a criatura meio selvagem e meio humano, Enkidu, criada pelos deuses de Uruk como um opositor de Gilgamesh. Ele aceita o combate, mas a luta termina empatada. E pelo empate, os dois se tornaram grandes amigos e passaram a lutar juntos contra os seus inimigos, empreendendo combates jamais possíveis para seres humanos, mas  dignos de deuses. 

 

foto6Gilgamesh chora a morte de seu grande amigo Enkidu

 

AMIZADE SEPARADA, MORTE E BUSCA DA IMORTALIDADE

Dentre as grandes lutas que empreenderam juntos, eles venceram o gigante Humbaba, guardião das florestas de cedro-do-líbano e mataram o touro enviado desde os céus pela deusa Ishtar, a qual era apaixonada por Gilgamesh, porém, um amor não correspondido.  Com isso, os deuses se enfureceram e separaram os dois amigos, lançando uma grande enfermidade em Enkidu que acabou morrendo. Ao ver o seu grande amigo morto, Gilgamesh caiu em prantos e resolveu sair à procura da vida eterna. Vagando nessa procura, ele chegou finalmente num local de muitas águas, tipo um grande rio, eram as águas da morte. Gilgamesh conseguiu atravessar ao outro lado onde encontrou Utnapishtim, um velho cheio de sabedoria e sobrevivente de um grande dilúvio que inundou e destruiu o mundo. Por ter sido um sobrevivente do dilúvio, Utnapishtim recebeu dos deuses o benefício da vida eterna. Gilgamesh o implorou a realizar o seu desejo pela imortalidade. Utnapishtim o aconselhou a se preparar para a imortalidade, mas para isso, ele teria que permanecer acordado por sete dias e sete noites. Gilgamesh, porém, não conseguiu passar no teste. Todavia, Utnapishtim foi misericordioso com ele e o levou a conhecer a planta da imortalidade. E para a infelicidade dele, veio uma serpente e roubou a planta, resultando em Gilgamesh continuar um simples mortal.

 

foto7Com uma grande força sobre-humana, Gilgamesh era capaz de dominar facilmente um leão, conforme mostra esse baixo-relevo. 

 

A BUSCA CONTINUA

Gilgamesh ainda reinou sobre o seu povo por 126 anos. O seu Épico tem despertado um interesse quase universal nas pessoas que buscam a verdade sobre as relações com os deuses, o poder, o orgulho, a força de uma amizade, a fraqueza, o amor, a morte, o pós-morte e o verdadeiro sentido da vida.

Gilgamesh passa a ser alguém que tenta responder a todas essas perguntas que se eternizaram,  e pelo menos, o seu nome, se tornou imortal.

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5 comentários em “O Épico de Gilgamesh

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