Joana D’Arc – A Heroína da França

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Vindo de uma família humilde com o objetivo de salvar a França do caos que existia, mas foi vítima de uma tragédia após seu triunfo, e Joana d’Arc foi queimada, ameaçada de herege pelas forças políticas da época, além de outros inimigos. Após sua morte, transformou-se numa lenda, e posteriormente em santa. Quem era então a donzela de Orléans, que teve uma ascensão tão passageira e uma queda que produziu um impacto profundo na história da França?

 

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 Joana d’Arc, era cognominada “A Donzela de Orléans” e também conhecida como Joana d’Arc, a ruiva. Foi uma heroína francesa e santificada pela Igreja Católica. Nasceu em 1412,  em Domrémy-la-Pucelle, uma vila e comuna francesa. Desempenhou um papel passageiro na história do seu país, entre fevereiro de 1429 e maio de 1431. Contudo, sua fama continua viva até hoje, e sua reputação só aumentou após sua morte na fogueira. Viveu no século XV, tem uma história bem documentada, mas alguns aspectos da sua vida ainda são muito controversos.

 

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Carlos VI, também conhecido “o Louco” ou “o Bem Amado”, foi chefe da casa de Valois e Rei da França de 1380 até sua morte.

A França dividida

Em 1392, espalhou-se a notícia por toda a França de que o Rei Carlos VI, da dinastia de Valois, havia enlouquecido, sem possibilidades de continuar seu reinado. Desencadeou-se então uma uma guerra civil após os Duques de Armagnac e de Borgonha reivindicarem a regência do trono. Contudo, Carlos VI continuou o seu reinado de loucuras até à sua morte em outubro de 1422.

Os borgonheses  eram aliados da esposa de Carlos VI, Isabel da Baviera, e também dos ingleses, que também disputavam o trono francês. Em 1420, Carlos VI estava completamente delirante. Sua esposa o persuadiu a excluir o seu filho Carlos, conhecido como o “delfim”, ou herdeiro do trono, e a declarar o rei Henrique V da Inglaterra seu sucessor.  Porém, Henrique V faleceu em agosto de 1422, sem chegar a assumir o trono francês. Após as mortes de Henrique V e Carlos VI, a França ficou dividida entre dois monarcas: o delfim Carlos VII, que acabou sendo proclamado rei pelos príncipes do país, e Henrique VI, apoiado pelos ingleses e pelo ducado de Borgonha.

 

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Surge uma donzela guerreira

Joana d’Arc era filha de camponeses da aldeia de Domrémy, na Lorena, e tinha apenas 17 anos quando iniciou sua missão de salvar a França. Desde os 13 anos ela dizia ouvir vozes. Certa vez ouviu vozes que lhe imploravam para auxiliar Carlos VII. Levou isto ao conhecimento do capitão real da cidade de Vaucouleurs, o qual a atendeu protegendo-a com alguns homens de escolta. O capitão não queria se opor ao que achava ser uma Providência Divina. Vale a pena salientar que na Idade Média as pessoas levavam muito a sério os fenômenos sobrenaturais.

Em 22 de fevereiro de 1429, Joana partiu para Chinon, sede da corte de Carlos VII que estava realmente em desespero. A princípio, foi recusada por ele, mas após muita insistência da parte dela que dizia ter vindo salvá-lo, finalmente ele a consentiu. E a apresentou aos clérigos e doutores para examiná-la durante três semanas, cujos tais concluíram que ela era de confiança. Joana ganhou uma tropa, e rapidamente foi conquistando confiança e apoio. Tomou a linha de frente e com suas tropas entrou em Orléans, levantou um cerco e travou destemidamente uma série de batalhas contra os ingleses resultando em um grande triunfo de sua parte. Ficou evidente para as pessoas comuns que passaram a acreditar que ela agia por inspiração divina. Em 17 de julho, Carlos VII foi coroado com celebração na catedral de Reims. Ao seu lado se encontrava a jovem donzela de Orléans, segurando uma bandeira com a imagem de Jesus Cristo. Joana chegava ao auge de sua carreira.

 

PDVD Joana amarrada ao poste onde morreria queimada na fogueira

A morte na fogueira

Infelizmente os comandantes franceses movidos pelo ego, não davam mais ouvidos às orientações de Joana, e as tropas reais começaram a sofrer derrotas. Em 23 de maio de 1430, depois de uma batalha perto da cidade de Compiègne, ela foi capturada pelos borgonheses. Os negociadores determinaram um valor para o resgate da donzela, mas o ingrato rei Carlos não estava inclinado a pagar. Assim, em novembro, os borgonheses resolveram entregar Joana aos ingleses que a mantiveram prisioneira por vários meses, e depois a conduziram até à cidade de Rouen, na Normandia, para ser julgada na corte de uma igreja francesa leal à causa da Inglaterra. O presidente do tribunal era o bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, um conselheiro de Henrique VI. Sem ter um advogado para ajudá-la, Joana teria que se defender sozinha de acusações de que era idólatra, demoníaca, cismática, apóstata e herege. Mais parecia um julgamento religioso, mas os ingleses estavam ansiosos para eliminar uma poderosa inimiga. E como seria de se esperar, os juízes a declararam culpada e a condenaram à fogueira. No dia 30 de maio de 1431, em público, ela foi queimada viva na praça do mercado de Rouen.

 

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Estátua de Joana d’Arc em Paris

Após a sua morte, as autoridades da França manifestaram remorso por não terem defendido a donzela de Orléans. Entretanto, já era tarde demais. Muitas pessoas passaram a ver em Joana uma mártir; rezavam e acendiam velas em sua honra nas igrejas.

Em 1436, deixou de haver qualquer dúvida sobre a conduta virtuosa expressa em vida pela jovem donzela. Uma de suas profecias se cumpriu naquele ano quando Carlos VII entrou triunfante pelas ruas de Paris. Muitos passaram a acreditar que Joana não deveria ter morrido na fogueira.

 

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“Herética, relapsa, apóstata, idólatra” – estas palavras estavam escritas em um capuz usado por Joana d’Arc quando foi queimada.

 

Em 1456, embora muito tarde, Carlos VII limpou a honra de Joana ao declará-la “limpa de qualquer mancha e livre de qualquer culpa”. O povo francês a considera sua grande heroína e padroeira do seu país. Em 1909, ela foi beatificada e posteriormente, ganhou uma data especial no calendário da França: 16 de maio de 1920, passou a ser considerada a santa padroeira da França, mas comemorada oficialmente no dia 30 de maio, em lembrança da sua morte em favor do seu país.

 

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Embora analfabeta, Joana ainda escrevia o seu próprio nome. Nesta foto, uma amostra da sua assinatura retirada de uma carta aos cidadãos de Reims.

 

11 comentários em “Joana D’Arc – A Heroína da França

  1. A França deve muito à saudosa guerreira!
    Também te agradeço por estás seguindo o meu blog, e aproveito para deixar-te os meus mais sinceros sentimentos pelo fato ocorrido recentemente em sua família. Fiquei sabendo por meio da nossa amiga Lady Madelaine.
    Um abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Embora Joana d’Arc tenha sido uma jovem comum, mas tinha experiências com o sobrenatural. E como é de costume da igreja católica de santificar pessoas comuns que tiveram uma história de vida baseada em bons princípios, em caridades e martírio social ou patriota, então Joana foi assim transformada pelo catolicismo.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Gostaria de pedir sua permissão para mencioná-lo no post,dono da dica para a procura de adivinhas na Internet.Vc pode achar que pode ficar estranho,mas acredito quw vai ficar bom.Mas se vc não gostar,compreenderei e farei a sua vontade,ou seja,não irei mencioná-lo no post.Pode confiar.

    Curtido por 2 pessoas

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