Os Mercenários da fé

Um-pastor-pode-cobrar-para-pregar-na-igreja

Estive assistindo uma pregação de um pastor de uma determinada igreja evangélica e fiquei surpreso com as sinceras palavras dele ao informar e mostrar como é fácil enganar os fiéis. Ele esclareceu que o verdadeiro evangelho não deveria ser pregado desta forma, mas na forma como era pregado na igreja primitiva. Confessou que da parte dele, nenhum membro de sua congregação jamais será extorquido, mas ajudado nas suas necessidades espirituais. Senti muita sinceridade e honestidade da parte dele. Com isto, fiquei incentivado a criar uma matéria que disserte  mais claramente este assunto.

 

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Infelizmente são poucos os pastores que pensam correto e falam a verdade doa a quem doer. Hoje, o que se vê é uma aglomeração de prédios chamados “igreja” compostos por falsos pastores, mercenários e que se aproveitam da fraqueza de um povo carente, doente e até mesmo ganancioso, materialista. O verdadeiro cristão busca sim, a prosperidade, mas ela vem através dos frutos do seu trabalho abençoado por D’US e não por barganhas espirituais como muitos ensinam por aí. Daí, dizem: “Me dá o teu carro, que D’US te dará em dobro!” – “Oferte a maior quantia possível que D’US vai duplicar o teu dinheiro!”

Isto é ato de mercenários, interesseiros, aproveitadores. D’US não opera desta forma, e certamente irá punir tais estelionatários da fé.

 

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Para tudo existe uma chamada “igreja”: igreja para roqueiros, para homossexuais, para surfistas, para empresários, enfim, para a satisfação dos interesses de muita gente que não quer ter compromisso sincero com D’US, mas encherem o seu ego de alegria e satisfazerem os seus desejos pecaminosos. Criam suas próprias doutrinas e ainda têm a ousadia de usarem a própria Bíblia de maneira deturpada para tentarem apoiar seus atos profanos. Citam D’US como Aquele que tem o poder tanto para abençoar, quanto para amaldiçoar. Contudo, na nova aliança em Cristo Jesus, D’US não amaldiçoa ninguém, ao contrário, Ele abençoa os fiéis, ao passo que, os ímpios, ou até mesmo os que se dizem cristãos, mas são desobedientes, estes, automaticamente amaldiçoam a si próprios pelas consequências das suas práticas pecaminosas.

 

o valor da fe

Portanto, vale a pena salientar que o verdadeiro evangelho não rouba ninguém usando o nome de D’US em vão, mas pretende se sensibilizar com as carências do próximo e ajudar a quem realmente precisa, mas sem visar nada em troca. Devemos procurar um evangelho que salva, cura, liberta e nos faz pessoas mais espirituais. Assim sendo, iremos nos encher de gozo com o espiritual ao invés de preocupações com o material.

 

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“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita”.
2 Pedro 2:1-3
“Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.
Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”.
João 10:13,14

9 comentários em “Os Mercenários da fé

  1. Quanta coisa errada,não é mesmo?!
    Mas não se preocupe,em breve,muito em breve,essa situação será resolvida.
    O Rei vem vindo!Ele conhece muito bem suas ovelhas e conhece também as que não são.Ele é DEUS onisciente.Nada passa desapercebido diante de seus olhos.Ele vê cada intenção,conhece cada coração.Ele conhece o profundo e o escondido.DEUS sabe resolver ‘seus problemas’.
    Que DEUS te conceda um coração sábio para viver com toda integridade diante d’Ele e dos homens.

    Um abraço!

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    1. Amém! Obrigado por sua visita, pela atenção e consideração a esta matéria! Com certeza D’us haverá de em breve extirpar esse tipo de gente que além de não ser digna do Reino dEle, ainda tenta desencaminhar aqueles que buscam a retidão.
      Que D’us lhe abençoe minha amiga, pois reconheço que és sincera e reta nos caminhos dEle!

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    1. Prezado Henrique, de antemão, vamos considerar aqui o significado de mercenário em dois sentidos: aquele que se aproveita das vantagens que lhes são facilitadas através da extorsão e de seu próprio interesse. Geralmente usam de chantagens e até mesmo de violência, principalmente quando trata com alguém ingênuo. É deste tipo de mercenário que me refiro neste post. O outro sentido da palavra é referido àquele que trabalha por um valor ou salário ajustado. Como exemplo, cito um soldado do exército, dentro do desempenho das suas funções. Não me refiro a este sentido no meu post. E respondendo a sua pergunta, concordo piamente que todo pastor ou similar sem emprego secular e sem renda autônoma, é digno sim, de ter seu salário, afinal, pastorear um rebanho espiritual, é sem dúvida um trabalho. E todo trabalhador é digno do seu salário. Só não é admissível o que se vê muito em determinadas denominações, ou seja, templos suntuosos, lotados de fiéis em um número tão exorbitante que nem o próprio pastor conhece um membro sequer. Muitos desses fiéis padecem por necessidades do básico para tentarem sobreviver, mas sem ao menos receber um apoio ou qualquer outra ajuda, ao passo que, os seus líderes são prósperos, donos de emissoras de rádio e televisão, donos de grandes fazendas e mansões, turistas a conhecerem o mundo e enfim, somente eles ganham nessa história. Acredito que você saiba o que estou falando. E se comparar com a igreja primitiva no livro de Atos dos Apóstolos, com certeza é remota a diferença. Portanto, o meu repúdio é a este tipo de evangelho mentiroso, pregado por interesseiros, envolto em marketing espiritual, e que visa apenas o próprio bem estar da liderança religiosa, em detrimento daqueles que são vítimas pela inocência e pelo próprio fato de não conhecerem o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.

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      1. Mas como se pode confiar em alguém para dizer a verdade se esta puder entrar em conflito com seus próprios interesses?
        Por exemplo: quando eu deixei a igreja em que congregava, questionei o pastor quanto à autoria dos evangelhos. O fato — desconhecido por muitos cristãos — é que ninguém sabe quem os escreveu. O pastor não só admitiu saber disso como revelou quis não fala esse tipo de coisa para a congregação para não levantar dúvidas. Assalariar o clero é como pagar a Coca-cola para pesquisar os malefícios de tomar refrigerante e confiar no que ela diz.

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      2. Infelizmente este é um outro grande problema que envolve o meio religioso. Eu entendi o que você quis dizer, e até chamo esta situação de evangelho da hipocrisia. É muito comum se ver pessoas se autopromovendo líderes ou sendo promovidos por outros, no entanto, sem um preparo sequer para a liderança e muito menos sem conhecimento acerca da teologia e de outros assuntos, dos quais você citou um, o que lhe motivou à saída de sua congregação. Este é outro grande problema que pessoas que nem você têm que se preocupar. Você tem razão, não se pode aceitar tudo aquilo que é pregado num púlpito de forma a querer convencer você de algo que nem mesmo o pregador está convicto. Sobre a sua ilustração tão bem colocada sobre a Coca-Cola, lhe considero com total razão. Apenas na resposta anterior eu esclareci que um líder eclesiástico deve ser assalariado desde que, desempenhe o verdadeiro papel de pastor que cuida verdadeiramente do rebanho, livre de interesses e voltado às causas sociais de forma justa e transparente. E lógico, também estar apto a educar e interagir com sabedoria junto ao seu rebanho.

        Curtido por 2 pessoas

      3. pela minha esperiencia de vida, se a pessoa NAO trabalha, NAO sabe produzir nada para sociedade, NAO tem nenhuma profissao, e encontra um meio de ganhar a vida, seja igreja, etc…para mim ele é um mercenário. pois é muita tentaçao que ele se colocou , ou seja, o sistema religioso tem suas armadilhas

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  2. Miriam, concordo com você, pois, quem não tem uma profissão definida, principalmente sem emprego, realmente é improdutivo. Não estou apoiando àqueles que usam a religião para o seu enriquecimento ilícito, mas não discordo que recebam salário, desde que sejam justos, honestos e que trabalhem em prol da sociedade, principalmente dos menos favorecidos. O trabalho de ação social é um dever e até obrigação daqueles que se dizem cristãos.

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