Onde Andará o General Lee?

Quem era adulto e viveu no final dos anos 70 e nos primórdios dos anos 80, certamente lembra da maravilhosa série que era muito apreciada pelo público brasileiro, denominada de “Os Gatões” (tema da série no Brasil). O original se chamava “The Dukes of Hazzard” e em Portugal “Os 3 Dukes”. Foi uma série exibida originalmente de 1979 a 1985. Criada por Gy Waldron, era protagonizada por Tom Wopat (Luke Duke) e John Schneider (Bo Duke). A série não tinha um personagem que se destacasse como protagonista principal, porém uma máquina de cor laranja se tornou o destaque principal da série.

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O General Lee, como era chamado nos filmes, um Dodge Charger RT 1969, com os números 01 estampados nas portas e a bandeira confederada estampada no teto do carro. As portas eram presas por soldas, obrigando os passageiros a entrarem pelas janelas. O nome foi em homenagem a um grande General dos Estados Unidos, General Robert Edward Lee, muito famoso nos anos de 1829 a 1865.

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A série se passava no Condado de Hazzard, uma cidadezinha do interior do estado da Geórgia, em que o Tio Jesse (Denver Pyle), tinha um rancho, em que sua principal atividade era a produção e comercialização de uísque clandestino (o famoso “moonshine”). Com a ajuda de seus sobrinhos Bo Duke e seu primo Luke Duke, eles faziam a entrega e a distribuição da bebida, até um dia em que eles foram apanhados pela polícia. Como eles eram primários e de bons antecedentes, contaram com a ajuda do Tio Jesse, e fizeram um acordo com o governo para impedir que os primos respondessem a um processo e fossem para a prisão. O acordo previa que eles não poderiam ser novamente apanhados com qualquer prova que os incriminassem por qualquer crime, ou provas pelas quais eles foram anteriormente acusados. Ou seja, como eles foram apanhados transportando bebida ilegal, não podiam ser apanhados novamente fabricando e comercializando uísque clandestino. E também não poderiam portar armas de fogo. E os primos deveriam se reapresentar periodicamente perante a justiça local, para comprovar para as autoridades judiciárias, que estavam cumprindo rigorosamente o acordo. O desrespeito a qualquer cláusula desse acordo poderia colocar os primos novamente na prisão e a consequente reabertura do processo contra eles.

Como a família Duke esteve sempre ligada à tradição de fabricar uísque clandestino, tanto o Tio Jesse, como os primos Bo e Luke foram obrigados a continuar no negócio que sempre gerou renda para os ancestrais nos últimos 200 anos. Para impedir que os primos fossem apanhados pela polícia portando armas de fogo, Tio Jesse ensinou os primos a utilizarem arco e flecha (ocasionalmente com o uso de dinamite acoplada nas flechas), sempre para amedrontar, jamais para matar ou ferir alguém. O resultado foi que ambos se tornaram exímios arqueiros. Por isso, os primos Duke sempre se metiam em confusões com o xerife Rosco P. Coltrane (James Best).

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Além de Jesse Duke (Denver Pyle), a série contava também com a provocante prima Daisy Duke (Catherine Bach) que era garçonete no bar “Ninho do Javali”, de propriedade do Chefe Hogg, o Chefe J. D. Hogg (Sorrell Booke), Enos Strate (Sonny Shroyer), assistente do xerife Rosco, Cletus (Rick Hurst), eterno primo do Chefe Hogg, o mecânico e faz-tudo Cooter (Ben Jones) e Lulu Hogg (Peggy Rea), mulher do Chefe Hogg, e irmã do xerife Rosco.

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A série contou com 146 episódios de 1979 a 1985. Durante esse tempo, várias réplicas do primeiro General Lee haviam sido reproduzidas. O verdadeiro carro, o Dodge Charger de 1969, usado no primeiro episódio da série, ficou 23 anos em um ferro-velho em Atlanta, e depois de passar por uma restauração de 16 meses, foi leiloado no dia 14 de janeiro de 2012 em Scottsdale, no estado norte-americano do Arizona. O comprador foi o jogador de golfe Bubba Watson que o arrematou por US $121.000,00 (cento e vinte e um mil dólares). Em 2014 o General Lee participou em um comercial de automóveis nos Estados Unidos. Devido o crime racista de mortes por tiros ocorridos em Charleston, Carolina do Sul em 2015, houve uma reação contra a bandeira de batalha confederada, pois os reacionários diziam que a bandeira era símbolo de racismo. Portanto, em 2 de julho de 2015, o jogador de golfe Bubba Watson, proprietário do famoso carro, anunciou através do Twitter que ele estaria pintando sobre a bandeira da Confederação no telhado do carro.

Bubba WatsonBubba  Watson e o verdadeiro General Lee

 

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